Imagens epilépticas percorrem a minha mente enquanto observo um qualquer vácuo perdido no tempo. Penso em vários olhares perdidos e em puzzles para decifrar, imagino uma canção na minha cabeça que gira sem parar. Como um qualquer guerreiro, vou para a guerra sem botas enquanto percorro a alma e não encontro um fósforo para acender para uma chama apagar. Olhando para o mar vejo o sonho do sono e vou contemplando catedrais invisíveis numa cabala constante e inquietante. Num qualquer coração estrangeiro, tento deixar algo de mim, por vezes acho que sou somente um vicio infinito numa qualquer palavra perdida ou esquecida. Enquanto escuto canções, não imagino nesta vida trovões. O sol vai-se e a lua aparece e o universo é um infinito de estrelas para observar até cair numa qualquer voz embargada e gasta de nada. Num qualquer movimento, noto o vento que passa e passa num qualquer momento que nos assa. Penso num vinho esquecido ou na natureza perdida, enquanto recordo momentos de uma vida percorrida. Olhando para qualquer parede, vou-me sentindo invisível nesta sociedade que nos afasta de algo que também nos arrasta. Contra moinhos de vento ou tempestades de areia, sei somente que o teu nome é Dulcineia. E o tempo passa e passa, sendo escravo de um qualquer relógio e encontramos um qualquer olhar perdido no luar. A poesia é mal fadada e prefiro a prosa, mas quando olho para o chão imagino uma qualquer rosa. Num cigarro acesso ou num cigarro apagado, iremos encontrar sempre algo que nos é dado. Num qualquer cubo mágico, ao descobrir as suas cores, vamos descobrindo que qualquer dor faz parte de um sentimento perdido no tempo numa qualquer cápsula espacial onde o céu se torna algo especial. E com algum sono, o Deus Morfeu espalha areia para os meus olhos e num sonho qualquer fumo um cigarro dado que está mal apagado, mas que poderá dar-me um qualquer sentimento de felicidade nesta idade. Com toda a verdade do mundo, levo sempre tudo a fundo. Penso num qualquer barco á deriva ou num carro na auto estrada, vindo do nada enquanto procuro uma qualquer espada. Divagando devagar, lembro-me de um chapéu perdido num café numa qualquer caixa, mas não possa fazer nada quando o mesmo se afasta. Nas nossas memórias, a gratidão é o tempo sem vento num qualquer lugar ou mar perto de uma torre com um corvo onde vinho, azeite e amêndoa fazem um todo. Continua
Numa rua cheia de fascínio procuro o vislumbrar de um olhar sem cessar. Numa avenida cheia de árvores procuro a essência dentro da ciência. Numa qualquer praça da invicta procuro a vida infinita. De repente saco uma caixinha com alguns fósforos (somente seis), enquanto vou escutando na minha mente, alma e espírito sons e ecos distante numa qualquer caverna gélida e fria junto a um palácio de cristal onde está poisado um mero pardal. O mesmo vai-me murmurando palavras ao meu ouvido: - Estás a escrever para quem? - Estás a escrever para a Cláudia que é de prata ou para um qualquer boneco de lata? Eu continuo a tentar acender um cigarro com um simples fósforo e de repente vejo deuses e deusas a caminharem neste mesmo palácio na mui nobre e invicta que me vão gritando : - TIRA AS MÃOS DA GRADE. - COLOCA O CORAÇÃO JUNTO Á TUA MÃO. - NUNCA DEIXES QUE UM QUALQUER ROUXINOL TE TORNE NUM SIMPLES ANZOL. Olho para as estátuas no jardim que parecem que estão em movimento a sorrirem para mim. Fico um pouco assustado, pois a roupa que trago faz com que eu possa virar um simples queimado. Pé ante pé e com suavidade, noto que alguém me segue e olho para trás com medo que uma ninfa ou uma musa tropeçasse em mim num lamento sem fim. Vejo o teu rosto e o teu cabelo a baloiçar entre árvore e árvore e um coração cheio de ilusão num sonho entre o que é razão e o que é ficção. Vislumbro-te com um vestido rosa sem qualquer prosa e de repente estou a lavar o meu rosto gasto no tempo sem um qualquer lamento. Tu vais me dizendo frases soltas: - Que fazes? - Quem és? - O que é que fizeste? - Quem fala contigo quando andas junto a campos de trigo? Eu fico sentado num banco a ver o fumo que sai da minha boca rouca de tanto gritar e sem caneta ou tinta digo-te umas meras frases aleatórias : - Já não te via há 25 anos. - Onde estavas quando te procurava num papel num fio de cordel? Observo-te a dançar ao ritmo de uma música dos Depeche Mode e tu vais-me dizendo isto: - Será que me sentes? - O sol brilha e o nosso reino é mais que uma ilha. Continuo a deambular pelo jardim á procura da mais bela flor que possa encontrar neste jardim de cristal sem sal. Noto a presença de gatos, pavões, pombas, insectos e outros demais seres enquanto olho para as flores num desejo constante de encontrar uma flor sem dor, mas com cor para te dar num qualquer tempo sem um lamento. Tu continuas a dançar e dizes-me isto: - Queres ver o mundo pelos meus olhos? - Levo-te ás profundezas do oceano ou á montanha mais alta que fará com que o teu corpo esteja numa constante dança de prazer em lazer. - Queres vir a um piquenique comigo? - Levo o pão que amas e o queijo que me faz lembrar um simples beijo. Vejo as tuas frases escritas no horizonte junto a um qualquer monte e peço-te para descermos este jardim sem fim até uma marginal onde o que está certo ou errado não são 25 anos, mas sim gestos nunca esquecidos num momento onde o tempo parou para uma simples bolha se tornar numa linda folha. Descemos as escadas do jardim sem fim onde vislumbramos livros a serem escritos e escritos por deuses e fadas pagãs num bosque na invicta. O teu vestido cobre-te até aos pés e quando observo-te com mais atenção, noto que estás descalça e a dar-me a mão. Um gato passa. Um pardal esvoaça. No jardim sem fim e num qualquer segredo sem medo, vais-me gritando: - OLHA PARA O OUTRO LADO DO ESPELHO. - DÁ-ME O TEU CORAÇÃO E IREI DAR-TE A MINHA MÃO. - ESTÁS PERDIDO NUM LIVRO NUMA IDENTIDADE SEM IDADE. - SERÁ QUE IREMOS DANÇAR COM UM COPO NA MÃO CHEIOS DE PAIXÃO? Olho para a caixa de fósforos que trago comigo e vejo somente dois pequenos fósforos que vão entrando num diálogo curioso e nada furioso: - Não sabes que o teu coração é fruto de uma nação? - Não sabes que o amor é uma cabana que abana? Eu fico perdido no labirinto do jardim sem fim e sigo os teus passos sem laços. Olho para o teu rosto. Vislumbro o teu sorriso. Observo os teus olhos. Vou reparando como danças de uma forma mágica que nunca é trágica. Entramos num estado de nirvana total sem cigarros ou fósforos, vejo o teu vestido a dançar com o vento, vejo as minhas roupas enfiadas numa simples caixinha de cartão que está muito á mão. Continuo a observar-te sem uma resposta a comunicação onde a pura razão vem sempre do coração. Tu vais-me dizendo isto na minha alma. - Imprime uma foto minha. - Faz com que o mundo rodopie sobre si mesmo. - Não escrevas à mão quando notas que as cores do mundo não têm fundo. Continuamos os dois no jardim sem fim e entras num livro sem perigo, a personagem principal és tu quando procuras um puzzle esquecido na tua mente, mas nunca na tua alma de criança de outrora ou de agora. Vemos os dois uma simples fonte dentro das páginas que criamos e mergulhamos nela como se da a coisa mais bela deste mundo se tratasse num qualquer enlace. Vou-te dizendo isto: - Não estamos perdidos num livro sem história? - Não estamos esquecidos num tempo sem memória? E tu respondes-me com um simples sorriso: - Será que não sabes que as ruas não tem nome e a nossa dança será sempre eterna e nunca enferma? - Será que não sabes que 25 anos fazem com que tudo possa mudar de lugar, mas tudo continua a correr muito devagar? Continuamos os dois no livro onde também existe um jardim sem fim, uma ilha nunca esquecida, um monte no horizonte e uma memória com história num prazer infinito onde o tempo não passa de um mero grito.
Muitas das vezes ando perdido nos meus sonhos e tento buscar o teu olhar que me deixa sem ar.
Vou percorrendo as principais artérias da mui nobre, sempre leal e invicta cidade do Porto contigo no meu coração e na minha alma enquanto vou escutando palavras perdidas numa fonética telepática noutros idiomas;
- Oú est-ce que tu veut aller avec moi?
- What are you thinking on?
- No entiendo lo que me decis.
- Was willst du mit mir machen?
Fecho uma porta e abro uma janela enquanto vislumbro uma foto na qual a tua beleza é uma pureza.
Escuto explosões no céu a anunciarem a nossa presença na mesma cidade.
Garrafas voam, cigarros ficam esquecidos em cinzeiros, pequenos papelinhos são deixados num caos aparente num qualquer café como se de migalhas de pão se tratassem vindas de uma qualquer mão.
Tu olhas para mim e eu não penso em nada.
Tu observas-me com exactidão sem saberes se falo com o coração, a alma ou com o meu pensamento num membro qualquer masculino enquanto me vais dizendo:
- Somente queres dançar comigo uma valsa?
- Somente queres recolher do meu cabelo como se de repente estivesse-mos num conto de fadas?
- Porque é que me fitas nos olhos e te recolhes na minha mente sem razão aparente?
Eu permaneço imóvel e estático numa luta desigual entre o que é a minha alma e o meu corpo enquanto te sussurro pequenas palavras:
- Um pequeno barco.
- Um música perdida numa vida.
- Um poema de papel com mel.
- Um prazer distante desaparecido num instante.
Continuamos perdidos na mui nobre e invicta num vício do café e de pé.
Noto o teu olhar a observar-me na rua do Almada num novo espaço de diversão chamado Miss Pavlova.
Sinto o aroma do meu corpo da rotunda da Boavista enquanto penso num povo invicto ao olhar para uma águia em cima de um leão enquanto me dás a tua mão para uma dança sem lança.
Tu murmuras-me ao ouvido algo somente perceptível para mim:
- Queres levar-me ao boémia caffe?
- Quero comer um croissant.
Eu continuo estático fechado numa concha com música a entrar em todos os poros do meu corpo enquanto voltas a dizer-me algo:
- Vamos comer umas bifanas ao Conga?
- Vamos comer uma Francesinha ao Santiago?
- Porque é que não vamos ver uma peça de teatro ao São João?
Eu somente olho para o vestido que trazes e respondo-te da seguinte forma:
- Vamos comer então algo, pois corremos o risco de desaparecer.
- Quanto ao teatro, não sabes que eu vejo a vida como tu a vês?
- Encaro-a de uma forma emocional e encefálica, onde a razão percorre a emoção numa união.
Estamos em Francos e levo-te a um café com a mesma idade que a nossa e tu dizes-me:
- Mas não vamos ao Conga ou ao Santiago?
Eu olho para ti e observo-te com emoção nos olhos e digo-te isto:
- Necessito de ver a minha gatinha nem que seja numa janela, pois gostaria de saber como ela está, depois poderemos ir aonde quiseres.
Olho para o relógio e noto que os ponteiros pararam e que o tempo é mais que um indicador de um momento.
De repente, olho para o céu enquanto me levanto para pagar um simples café e vislumbro o teu vestido numa dança imaginária sem um véu caído.
Tu vais gritando comigo:
- Estás magro, dança comigo até uma qualquer eternidade sem idade.
- Gosto do teu espírito, gosto da tua mente quando ela está no sol nascente.
- Vamos ás fontainhas observar a alma da cidade vista pelos teus olhos?
Eu recordo-me do que antes me tinhas murmurado numa dança anterior sem dor:
- A tua gata é amor.
- As tuas sobrinhas são contos de fadas nunca esquecidos no teu espírito hirto.
Vou pensando no que me foi contando a minha gata por uma janela:
- Tenho saudades tuas.
- Estou sempre fechada nesta casa com gente desconhecida.
- Não sinto a tua presença, mas também não sinto a tua ausência.
Sem sequer notarmos, estamos em Serralves em jardins proibidos e tu voltas a sussurrar-me ao ouvido:
- Vamos até ao Jardim de São Lázaro buscar magia com a mente fria?
Olho para o meu pulso e não tenho sequer relógio, logo pego-te pela tua cintura numa dança sem quartel enquanto estamos juntos a uma biblioteca de papel.
Algumas pessoas passam e exclamam:
- Que fazem aqueles a dançarem no ar?
- Que força ou tormenta faz com que os seus espíritos tenham um visual demencial e genial?
Tu olhas para mim, eu observo meticulosamente os teus lábios nos quais poiso um simples dedo sem medo.
Penso que o silêncio poderá ser um simples segundo ou minuto enquanto tu mordes o meu dedo também sem medo.
A carne estala, o corpo fica móvel e entre cartilha e cartilha, tu bem sabes que a vida é muito mais que uma simples ilha enquanto me vais dizendo:
- Deixa-me entrar no teu mundo sem fundo onde a ilusão colide com a razão e o coração.
Eu respondo-te enquanto acendo um cigarro e te digo:
- Não sabes que a emoção sempre dominou a razão?
- O meu mundo é teu.
- O teu mundo é meu.
- Tu entraste no mesmo sem medo e sem sequer o saberes.
- Eu por vezes entro no teu mundo onde o virtual não é real, mas pode ser bem emocional.
Muitas vezes fico a olhar abismado para um mero copo com água enquanto noto que a sua transparência opaca a realidade de um qualquer ser humano. Sem pensar muito, vou escutando uma música chamada "Rakim" dos Dead Can Dance, enquanto desço umas escadas na mui nobre, sempre leal e invicta cidade do Porto e vejo três gatas a observarem-me enquanto vão dialogando comigo:
Maya e Pimpolha
Nuala
- Que fazes perdido aqui? - Já não nos conheces? - Será que é o vento que faz com que por vezes pareça que irás voar? Sem caneta... Sem lápis... Sem borracha... De repente olho novamente para as três gatas enquanto elas vão subindo caleiras em plena rua de Sá da Bandeira e fico confuso sem saber se elas falaram comigo ou se tudo não foi uma questão de imaginação ou interpretação. Alguém me grita estando fisicamente noutra cidade: - ONDE ESTÁS? - QUE FAZES? - PORQUE É QUE ME ESCREVES? Eu fico quieto, estático e imóvel, imaginando uma qualquer dança enquanto vou olhando atentamente para um buraco na parede junto à Sé na majestosa Catedral do Porto e retiro de lá um papel com esta frase escrita:
Na Sé
- Posso ser um mero origami na tua vida? Fico novamente confuso e guardo o papel na minha carteira. - Fala comigo.. - Escreve-me.. - Comunica comigo com o coração e a alma. Tu vais me dizendo isto na minha mente, enquanto continuo a caminhar junto ás muralhas Fernandinas onde 3 crianças me perguntam isto: - Queres visitar a Lua comigo? - Gostarias de jogar futebol comigo? - Podes fazer jogos de palavras comigo? Mais uma vez e perdido num mero copo com água e sem um sorriso, vou observando os olhos das crianças e penso que aquelas frases poderão ser produto da minha fértil imaginação. Escuto a tua voz na minha cabeça:
Um dragão
- Sê um Dragão. - Imagina uma dança... - Sente o teu coração. Vou agindo por instinto ao recolher meros grãos de areia com ambas as minhas mãos, tentando construir castelos no ar. Oiço espíritos da terra, da água, do fogo e do ar a entrarem na areia que vou segurando. Tu vais-me dizendo: - Entra no conceito metafísico da ciência. - Divaga sobre o racionalismo puro. - Manipula o tempo sem um lamento. Somente com quatro dedos vou tentando entrar num estado de transe absoluto a nível emocional e espiritual. Na avenida dos aliados quase sou atropelado enquanto motoristas me vão dizendo: - Sai da frente, seu lunático. - Que estás a fazer aqui, carago? - Precisas de dinheiro para a sopa, é isso? Eu vou imaginando o teu retrato sem um dispositivo digital enquanto penso que até os mortos podem dançar. Não penso... Não medito... Não grito... Somente volto a escutar-te:
Twin Peaks
- Porque falavas ontem de 25 anos? - O que seremos daqui a 25 anos? - O que é que fizemos em 25 anos? - Mas afinal, quem somos nós? Eu penso sempre numa questão de identidade onde a cidade do Porto não tem idade. Passam quatro pardais enquanto vou subindo a avenida da Boavista e eu vou escutando-os: - Tu és daqui... - Tu vives ali... - Tu cantas por aí.. - Por vezes andas perdido... Olho para um restaurante e vejo lenha a aquecer umas meras tripas com arroz. Não penso... Não sinto... Não sou... Volto a escutar algo que me dizes através duma voz na minha cabeça: - Será que irás dançar hoje á noite até ficares sem ar? - Será que irás escutar os murmúrios que tenho para te dar? - Onde está o teu presente? - Onde é o teu futuro? - Qual foi o teu passado? Sem pensar, escuto o tema "Cantara" dos Dead Can Dance enquanto imagino que esta voz que está alojada na minha cabeça, irá num qualquer dia me trazer um simples cigarro ou uma mera cerveja, enquanto perdidos num qualquer mundo de fantasia, fomos, estamos ou vamos dizendo isto um ao outro numa frase que parece quase com um círculo fechado. - Queres percorrer o coração da cidade do Porto de lés a lés comigo com alegria?
I never thought that it would be so hard writing about something called "love", because feelings are hard to put into words without sounding lame. I think that I know some things about love. I know that I love the city where I was born that's called Porto with its river, bridges and streets.
Porto
I know that since I was a teenager while listening to the music "no love lost" by british band Joy Division/Warsaw band the lyrics of it were always stuck in my mind.
Ian Curtis
I know since I was a kid that love is an awesome thing and that one can never be blue about love, either it's love or it's another feeling.
A blonde girl
Knowing this and never forgetting who I am and who I always was, maybe I can put some words together or maybe I can't, since in my humble opinion love is a puzzle that one should build within our minds, heart and soul. Being born in the 70's in Porto was real rough since we were a poor country then that's was fighting fascism and what did we have then? I think that it was love, we even started a revolution with flowers and without any bullets fired or men fighting between political issues when I was only a baby. In my mind and in my heart, I do treasure my 4 nieces Lara, Luzia, Isaura, Letícia, 3 nephews Leandro, Sandro and Emídio, the 5 kittens that I've had under my care and protection for years Jacky, Nuala, Maya, Pimpolha and Ilvie. I don't regret falling in love for the special women that were part of my life for years while sharing a life with me, even if my heart was broken, I always thought that it could be fixed later anyway without entering on "Twilight Zone" moments (and I've had my share of them in the past year and this year).
With my nephews Leandro and Sandro in 2006
With my nieces Luzia and Isaura at Café "Poeta" in Boavista - Porto
With my nieces Isaura and Luzia and my baby nephew Emídio
With my nieces Lara and Letícia at Café "Poeta" in Boavista . Porto
With my youngest niece Letícia and a cousin of her named Bea in Porto
With my youngest niece Letícia at Porto's statue
With my oldest nephew Leandro and my nieces Lara and Letícia
Do I know what's love? Do I know what's freedom of speech? Do I wanna know? Sometimes life is a punch on our faces other times it seems that all the sugar and honey in the world is within us. We should (in my humble opinion) gather our excellent past memories about love, because if it was love it wasn't lost. I know that I love my kitty Ilvie a lot, will I be able to see her some day? I doubt it, because hearts can be dark after a divorce and filled with hate and blue feelings and that's not how I see love.
Ilvie
I started searching for a new love or a new story to write about this feeling, being true to my feelings like I always was since I was a child.
Holding pics of my closest family my nephews Leandro and Sandro, my brothers Cesar and Pedro my grandma Luzia,my grandpa Manuel Espírito Santo, my cousin Trish Azevedo and my aunt Amy and uncle George that are in Australia.
Holding pics of my nieces Lara, Luzia, Isaura and Letícia and a special someone
Holding pics with my nieces Luzia and Isaura and a special someone (2)
Holding pics with my nieces Luzia and Letícia and my baby nephew Emídio and the kitties that I've used to have Jacky, Nuala, Maya, Pimpolha and Ilvie.
I do try to form words within words in my mind, trying to add some sugar for a cup of coffee or even tea, but I'm not like my youngest niece Letícia that clearly knows how to write a love story in a minute, but she has magic all over her, like all my nieces and nephews have, always had and always will have.
My youngest niece Letícia writing a love letter
A simple love letter
In a minute, I can only write a single sentence while looking at some cards for inspiration.
Where does a love letter begins?
Sometimes people talk with me about goth love, goth love songs or goth aesthetics and I get bored because I love the theme behind goth aesthetics with vampires, werewolves, losts souls and eternal love but as fiction and all these goth love in my humble opinion is something that came out of a really depressed man or woman in world history's gothic period.
Excellent page about eternal love by Argentine artist Fernando Sawa
Excellent page of how Finnish Terhi Ekebom saw another kind of love.
Excellent landscape by South Korean artists Kang Sangbook with some key elements that tries to show where some love is
A sample of an yet unfinished comic strip with some key elements that tries to show where love is
I really don't know how to describe love in words.
Is it love a common feeling?
Is it love something that strikes us down?
Is it love a simple image on an horizon?
Is it love when you love a pet?
Is it love when you love your family?
Is it love when you don't have lost any love?
Is it love when you love a woman's heart, soul and physical presence?
Usually I don't get confused about my inner feelings but I can be wrong or the other person that I'm in love with can also be wrong and maybe we're only lovers left alive in some kind of mystery train with trust, being each one of us a simple amateur in a room thathas the number 2046.
I'll try to continue seeing what's this feeling inside myself or checking out "who's that girl?" that rules my heart and soul.
To be continued... Here's a video by british band Radiohead covering british band New Order singing about ceremony in a feeling called love
A simple quote that I believe that's based on the same feeling.
A quote that I love about love
Da mui nobre, sempre leal e invicta cidade do Porto