Monday, October 2, 2017

Uma simples carta de amor num momento presente - - Only lovers left alive

Por vezes penso muito pouco no que é o amor, pois o mesmo é um sentimento que faz com que o peito se abra para que um coração fique mais acelerado.
 Logo, tentar sequer escrever uma carta de amor, é algo um pouco assustador para mim e com imagens associadas à mesma fazem com que tudo seja uma espécie de puzzle perdido no meu interior e da pessoa para a qual a escrevo.
 Escrevi uma carta de amor à minha gatinha Ilvie devido ao facto de ma retiraram da minha vista e até apagarem fotos minhas com ela e não foi um acto fácil, o de escreve-la, por uma ordem cronológica num amor declamado e que será certamente eterno.

A minha gata Ilvie


 A partir desta carta surgiram-me ideias para exposições que fui fazendo a nível internacional ou t-shirts e canecas que fui personalizando com a ajuda de artistas de vários países enquanto organizava, seleccionava alguns livros e traduzia partes de comunicação e mesmo de contratos como intermediário para colecções para serem publicadas e distribuídas a nível mundial em vários idiomas para a prestigiada editora de livros internacionais artísticos distribuídos por todo o mundo em vários idiomas, a norte americana Fantagraphics para a qual trabalho.
  Toda a gente que me conhece ou que me vai conhecendo um pouco sabe e muito bem o peso do amor que tenho e sempre tive pelos meus sobrinhos Leandro, Sandro ou o bébé Emídio e sobrinhas Rafaela, Francisca, Lara, Luzia, Isaura e Letícia desde que todos eles nasceram, o qual tento dividir um pouco de forma equitativa através da comunicação escrita e oral conforme a idade de cada um, as diversas fases da sua vida e mesmo localização geográfica.



Com a minha sobrinha de 13 anos Lara, Luzia com 11 e Isaura com 8 anos numa casa em Francos/Boavista - PORTO em 2014

   
Com a Isaura nos meus ombros numa casa em Francos/Boavista - PORTO em 2014

Com a minha sobrinha mais nova Letícia com apenas 6 anos nos meus ombros algures em 2017

Com os cabelos da minha sobrinha mais nova Letícia/Rapunzel á frente dos meus olhos algures em 2017


Desenho da artista Portuguesa Ana Biscaia que achei apropriado para  no futuro escrever algo para as minhas seis sobrinhas 

Com a Luzia aos meus ombros e agarrado á Lara numa casa em Francos/Boavista - PORTO em 2014


  
Com a Letícia num momento sensacional no qual ela estava a cantar bem alto a música da Moana num shopping em Julho 2017


Também nunca me deu para escrever muito sobre o amor e a paixão que tenho pelo trabalho que faço como escritor, editor consultivo da conceituada editora norte americana de seu nome Fantagraphics que é bastante conhecida a nível mundial devido ás suas publicações artísticas, distribuídas em vários países e idiomas deste mundo e que cumpriu o ano passado os seus 40 anos de existência ou ainda como curador e mentor de algumas ideias para exposições a nível internacional com a ajuda de mais de 100 artistas internacionais com os quais vou comunicando em alguns idiomas em simultâneo.

T-shirt personalizada com um trabalho de um polícia anarquista pelo artista sueco Lars Erik Sjunesson 


As várias exposições internacionais que fui curando e organizando em 2016 e 2017 com a ajuda de mais de uma centena de artistas de vários países   


Escrever uma carta de amor para alguém que entrou há pouco tempo na minha vida é um pouco complicado, porque é oferecer o peito ás balas com uma venda nos olhos, mas reflecti um pouco e pensei isto para mim mesmo:
- "Este é o meu presente, logo porque não registá-lo com amor e paixão como sempre fiz?
Pensei também se deveria ou não escrever na minha língua materna e tendo a pessoa para quem a mesma vai dirigida a mesma nacionalidade que eu também pensei para mim mesmo:
"Porque não?"
Aqui segue sem pensar muito no que vou escrever uma simples carta de amor.


Uma simples boleia


"Uma carta de amor sem dor"

 Sinto explosões no céu quando estou ao teu lado numa mera boleia para uma simples ideia.
 Tu és a caneta que escreve o que dita o meu interior numa página que vamos escrevendo dia a dia.
 Tu és o sol e a lua numa qualquer árvore da vida.
 Tu és a que me entende quando digo que o meu coração apesar de ficar um pouco partido irá ter sempre espaço para quem sempre amei.
 Tu és mais que um papel secundário o qual esqueço consoante o meu ou teu horário.
 Tu és a razão quando a sensação dá lugar à ilusão.
 Tu és o meu coração quando simplesmente te dou a minha mão.
 Tu és o meu presente num estado permanente.
 Os meus dias são vulgos artífices acessórios quando olho para os teus olhos que cospem chama num prazer que inunda a alma.
 As minhas noites são meros prazeres quando olho para as estrelas na tua presença e imagino o teu sorriso nas mesmas numa beleza que separa um papel de um fio de cordel.
 Num qualquer estado neutral misturamos um pouco das cores preto e branco a tons de cinza para transformarmos as nossas cores em simples amor.
 Por vezes no teu riso e sorriso, vais-me gritando:
- SINTO-TE NO MEU INTERIOR SEM DOR.
Noutras vezes num olhar cativo vais-me murmurando aos ouvidos singelas palavras como se fossem meros pedaços de uma vida nunca perdida ou esquecida;
- Sentes o voar daquele pássaro? 
- Escuta o meu coração.
- Lembraste de quando éramos mais jovens e brincávamos nas ruas sem redes sociais ou comunicação feita por ilusão sem paixão?
 Eu simplesmente olho para os teus olhos, enquanto vou pautando o silêncio e a paz que as tuas palavras misturadas com as minhas nos transmite no limite.
 Tu continuas a fitar-me levemente e fazes-me perguntas simples várias vezes:
- Consegues amar sem dor?
- Sabes amar e sonhar?
- Porque é que não sentes o sabor das cerejas ou de como as castanhas estalam por esta altura do ano?
Eu fico perdido a fitar o teu cabelo claro que no meio da noite se assemelha a um manto de estrelas enquanto tu vais-me gritando:
- TU ÉS A RAZÃO, O SONHO E O MEU CORAÇÃO...
- DEIXA O MEU AMOR ENTRAR EM TI...
- EU ESTOU A ENTREGAR-TE O MEU INTERIOR SEM DOR.
Eu fico parado a olhar para ti enquanto vamos fitando gatos que passam num simples jardim e as nossas mãos se enlaçam uma na outra como num simples acto de magia.
 Penso para mim mesmo:
- O sonho sempre prevaleceu sobre a razão através da emoção.
Enquanto te digo esta frase ao olhar para os teus olhos da cor do mar volto a pensar:
O mundo chora, grita e ri e contigo volto a aprender tudo o que li ou escrevi.     
- Passeio nas ruas sem qualquer tipo de medo contigo na minha presença, pois sei que um acto demencial não é natural. 
 Tu perguntas-me:
- Queres que seja eu a pedir o café e a água?
- Queres que seja eu a pedir um simples chá ou uma torrada contigo de mão dada?
Eu sinto-me um pouco "deslocado" ou "desfasado" perdido num qualquer filme dos realizadores norte americanos Jim Jarmusch ou Hal Hartley enquanto te vou dizendo:
Sei qual é o teu nome e tu sabes qual é o meu. 
- Quando as nuvens passam num qualquer horizonte num monte, tu serás a minha fonte e a minha ponte.
Ao teu lado, as manhãs são um verdadeiro sonho quando acordo e cheiro o teu corpo, o teu cabelo e o teu rosto.
 Tu vais-me gritando:
- TU DIZES-ME CADA COISA QUE POR VEZES ME ESQUEÇO DE LAVAR A CARA OU ESCONDER AS MINHAS OLHEIRAS, POIS O SONO DA EMOÇÃO ALIMENTA A NOSSA PAIXÃO.
 Eu perco-me em papéis por escrever e tu vais-me sussurrando ao ouvido:
Tu és massa feita de sonhos...
- Tu és um pedaço de comida com vida...
- Tu és uma surpresa onde o que está em causa é mais que simples beleza.
Continuo a pensar na carta que te escrevo e tu vais-me dizendo isto:
- Tudo é lindo, mesmo quando por vezes é um pouco violento...
Num raciocínio lento e sem rapidez de visualizar imagens, vou observando cada detalhe do teu corpo enquanto me dizes:
Tu és alto e magro...
- Eu sou baixa e magra...
- Escutas o meu coração a bater quando te dou a minha mão?
 Eu fico estático a tentar capturar as palavras que me disseste no meu cérebro gasto pelo trabalho, tempo e com bastante tormento.
 Tu olhas para mim e sorris numa qualquer vaidade da idade enquanto me vais perguntando:
Gostas do meu cabelo hoje?
- Gostas de como estão os meus lábios pintados?
- Gostas de como os meus olhos estão maquilhados?
Eu respondo-te com um sorriso, enquanto vou vislumbrando as roupas que vestes e tu vais-me dizendo algo assim:
Escreve-me algo num papel para ter na minha carteira para ler quando não estou á tua beira.
 O meu corpo, a minha mente e o meu coração obedecem ao som da tua voz nada atroz enquanto observo o nosso jardim favorito num acto de contemplação no nosso coração.
 Eu tento escrever sem razão, sempre com emoção e o meu coração, pois sei que numa carta de amor nunca posso descrever os teus gestos, os teus movimentos, o teu sorriso, a forma como andas ou a maneira como dormes e te despertas todos os dias.
 Eu falo-te de um filme com um número de um quarto esquecido e tu dizes-me para irmos juntos observar uma macieira ou uma pereira.
 Numa qualquer canção POP, vou escutando as tuas palavras que estão registadas no meu coração:
Dá-me a tua mão e vamos fazer do mundo a nossa nação...
- Olha para mim e o infinito será algo mais que um mero grito...
- Caminha comigo com paixão num amor sem dor...
- Sente o voar de um pássaro entre prédios quando gotas de chuva caem...
- Sente como correm os gatos para a nossa beira quando nos avistam...
- Sente o meu coração junto ao teu sem qualquer tipo de razão...
 Eu fico estupefacto a olhar para um papel ou para um fio de cordel e vou-te perguntando:
Posso dividir o meu coração com as minhas sobrinhas, amigos, sem nunca esquecer o passado ou os  animais de estimação que tive com emoção?
Tu respondes-me:
Dá-me a tua mão, vamos conhecer novos mundos, novas sensações, pois tu és o meu presente que sei que tem passado e com o qual pretendo ter futuro. Nunca te esqueças disto baby...

Continua       
               

Somente os amantes ficarão vivos   





Onde o preto se mistura com o branco adicionando um pouco de cinza 



Tu és o meu presente e todos os meus dias que num futuro virão 

"Tu és o meu presente e todos os meus dias que num futuro virão" citação do actor inglês Christopher Lee que desempenhava de uma forma magistral o papel do personagem Dracula criado pelo escritor Irlandês Bram Stoker




O passado não tem dor no amor


Da mui nobre, sempre leal e invicta cidade do Porto 
Manuel Espírito Santo 



     

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